Sobre o espetáculo
Inspirado nos antigos mitos da Grécia Clássica, O Mito das Estações conduz o espectador ao instante fundador do ciclo do tempo: o momento em que as estações do ano passam a se alternar, seladas pelo amor entre Hades e Perséfone. A narrativa se constrói a partir do olhar de Deméter, deusa da terra e das colheitas, cuja alegria e tristeza moldam o destino do mundo. Enquanto Perséfone permanece no submundo, presa às sementes que a ligam ao reino de Hades, a terra sofre: as folhas ressecam, as flores cessam e o frio se instala. Quando ela retorna à superfície, a alegria de Deméter faz brotar novamente os campos, as flores se abrem, os frutos amadurecem e a vida se renova. O espetáculo traduz poeticamente esse pacto ancestral: seis meses de luz e fertilidade, seis meses de sombra e recolhimento. As sementes tornam-se símbolo do destino, dividindo o ano entre o trono escuro do Hades e a claridade dos campos, entre a ausência e o retorno, entre o silêncio e o florescer. O Mito das Estações é uma celebração do ciclo da vida, do tempo que morre para renascer, e do amor que habita o encontro entre a luz e a sombra.
Ficha técnica
Dramaturgia e Direção: Cassandra Bizai
Roteiro: Caeso Lan Caster e Cassandra Bizai
Sonoplastia: Son Melo
Figurino e maquiagem: Emanuel Gouveia e Sara Lena
Produção: Leandro Pereira e Cassandra Bizai
Coreógrafo: Cas Silva
Elenco
- Deus do Teatro (Alexandre Bittencourt);
- Coro de Almas (Eva Aguiar, Letícia Coelho, Sophia Vitória e Vitor Lima).
- Afrodite, Deusa do Amor (Cecília Gondim);
- Perséfone, Deusa da primavera e do Submundo (Isabelle Cavalcanti);
- Hades, Deus do Submundo (Caeso Lan Caster);
- Deméter, Deusa da Agricultura e da Fertilidade (Fabiana Bittencourtt);
- Hécate, Deusa da Feitiçaria (Mariana Mascarenhas);
- Hermes, Deus Mensageiro (Tonyres de Lima);
- Zeus, Deus Supremo (Kauê Sousa);
- Coro de Ninfas Oceânides (Safira Pedrosa, Mari Rezende e Maysa Tavares);
- Ninfas Náiades e Figuração (Lara Lima, Luiza Carvalho e Naomy Romão);